Comissão Europeia coloca bandeiras a meia-haste esperando que seja a última vez

As bandeiras no edifício-sede em Bruxelas estão a meia-haste "para honrar e lembrar as trágicas perdas de vida que resultaram dos violentos incêndios florestais em Portugal".

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Em Junho, o Parlamento Europeu já prestara uma homenagem às vítimas de Pedrógão LUSA/PATRICK SEEGER

As bandeiras encontram-se nesta terça-feira a meia-haste na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, em memória das vítimas mortais dos fogos florestais em Portugal, esperando o executivo comunitário que esta seja "a última vez" que tal acontece.

No final da conferência de imprensa diária da Comissão, e já depois de indicar que o presidente Jean-Claude Juncker falou ao telefone na segunda-feira à noite com o primeiro-ministro, António Costa, o porta-voz do executivo comunitário apontou que as bandeiras da União Europeia em redor do Berlaymont, edifício-sede da Comissão, "estão hoje a meia-haste, para honrar e lembrar as trágicas perdas de vida que resultaram dos violentos incêndios florestais em Portugal".

"Esperemos que esta seja a última vez que temos que lamentar vítimas" dos fogos, concluiu Margaritis Schinas.

Já em Junho, Bruxelas prestara homenagem às vítimas mortais de Pedrógão Grande, cenário que se repete agora, na sequência das centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, que provocaram pelo menos 37 mortos e 71 feridos (15 deles graves), além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal accionou o Mecanismo Europeu de Protecção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos. Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em Junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

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