José Mário Branco (1942—2019)

No percurso de José Mário Branco, um dos nomes maiores da canção portuguesa, está a música de intervenção, a canção de Abril, o jazz, o fado. Militou no PCP, a ditadura forçou-o ao exílio em França entre 1963 e 1974. Um dos fundadores do Grupo de Acção Cultural — Vozes na Luta (de onde saiu “A Cantiga é Uma Arma”, 1975), o músico não gostava de ser reduzido a esse período criativo mais politizado. Para o fadista Camané, perdeu-se “um dos artistas mais importantes da música portuguesa do século XX e do século XXI”. Morreu aos 77 anos após um acidente vascular cerebral.