Macau: um centro de ciência para conhecer, em corrupio, I.M. Pei

Nelson Garrido
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Nelson Garrido

Foi o quinto arquitecto laureado com um Pritzker (corria o ano de 1983) e será para sempre lembrado pela disruptiva pirâmide do Louvre. Mas o legado de Ieoh Ming Pei, conhecido por I.M. Pei, está longe de se esgotar aí. O arquitecto norte-americano de origem chinesa morreu esta quarta-feira, 15 de Maio, aos 102, na sua casa em Manhattan, Nova Iorque.

É, como recorda o PÚBLICO, autor de uma extensa obra, espalhada por vários continentes, com alicerces, sobretudo, nos EUA, onde concebeu, por exemplo, o projecto de ampliação da National Gallery of Art de Washington. E diversa: assinou torres de habitação, museus, igrejas, centros culturais, salas de concertos, como o Everson Museum of Art, em Syracuse, o Des Moines Art Center, o Rock and Roll Hall of Fame, em Cleveland. Foi, como descreve o crítico de arquitectura André Tavares, um "arquitecto de sínteses impossíveis, que garantiu, nas circunstâncias mais desfavoráveis, que as suas obras contribuíssem para a consolidação do valor colectivo da cultura ocidental". E fê-lo "através da monumentalidade, da abstracção formal, do controlo dos materiais, da luz e das dinâmicas do movimento das pessoas no espaço".

Tudo isso se vê no Centro de Ciência de Macau que Nelson Garrido, fotojornalista do PÚBLICO, fotografou. Projectado nos anos 2000, já na reforma do arquitecto — deste período de (alegada) apostentação são também o Museu de Arte Islâmica em Doha, no Qatar, ou o Museu da História da Alemanha, em Berlim, entre outros —, o edifício abriu portas em 2009. Situa-se junto ao terminal marítimo — quem o vê, ao fundo, julga-o a erguer-se da água, feito ogiva prateada. Lá dentro, anda-se em corrupio, como se faz num outro terminal, já mais perto de nós. É outra escala: 5800 metros quadrados de átrio, 14 galerias, um planetário. Tudo para explicar Ciência a miúdos e graúdos. E, à boleia ou por esticão, para explicar arquitectura. Para apresentar I.M. Pei.

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