Centena e meia de pessoas à espera de serem salvas por causa do Florence

Reuters/EDUARDO MUNOZ
Fotogaleria
Reuters/EDUARDO MUNOZ

Os efeitos da chuva intensa e do vento foram aumentando durante a noite mas foi só a meio da manhã que o furacão Florence chegou, de facto, a terra, aos estados das Carolinas, a do Sul e a do Norte. Apesar de todos os avisos das autoridades e até da retirada atempada de milhares de habitantes, a Reuters dá conta de que há pelo menos centena e meia de pessoas isoladas à espera de socorro e quase meio milhão de edifícios ficou sem energia eléctrica.

Já foi declarado o estado de emergência nos estados da Geórgia, Carolina do Sul e do Norte, Virgínia, Maryland e no distrito de Columbia.

Na Carolina do Norte, a mais afectada devido à trajectória do furacão, há vilas isoladas e cidades inundadas. O olho do furacão chegou a Wrightsville Beach, uma zona costeira de rias em Wilmington, com ventos na ordem dos 150 quilómetros por hora, ao início da manhã (cerca das 11h30 em Lisboa) informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

O governador Roy Cooper anunciou que se prevê que as chuvas dos próximos dias possam deixar todo o estado da Carolina do Norte inundado, em especial porque toda a zona costeira tem um relevo de baixa altitude. Aos abrigos organizados pelas autoridades e pelas Forças Armadas não páram de chegar pessoas e Coper contabilizou já pelo menos 20 mil nos 157 abrigos montados em instalações militares, pavilhões públicos e ginásios escolares.

Esta manhã, em Atlantic Beach, 150 quilómetros a norte de Wilmington e situada numa zona de ilhas (Outer Banks), a contabilização da precipitação acumulada nos últimos dias já ia nos 76 centímetros de altura por metro quadrado.

Um pouco mais a norte, numa área resguardada por um estuário, na cidade de New Bern, cujo centro está submerso, foi preciso resgatar mais de uma centena de pessoas que ficaram isoladas com as inundações. À CNN, o porta-voz da cidade contou que haveria pelo menos mais centena e meia de habitantes à espera, em sítios elevados como telhados e árvores, para serem salvos. No Twitter, as autoridades da cidade escreveram "Estamos a chegar para o salvar", para sossegar as pessoas, ao mesmo tempo que aconselhavam os habitantes que permaneceram em casa a ficarem nos lugares mais altos possível.

Com a aproximação da tempestade e as condições meteorológicas adversas, mais de 440 mil casas e empresas já ficaram sem energia - mas as autoridades prevêem que possam vir a ultrapassar um milhão - e foram retiradas 1,7 milhões de pessoas das suas habitações. Mas, como se vê nas fotografias, na quinta-feira havia quem preferisse ignorar as indicações oficiais e permanecer na praia e em casa, à espera e nesta sexta-feira de manhã o cenário já era bem pior.

Ainda que o furacão tenha diminuído de intensidade (passou para a categoria 1 na escala de Saffir-Simpson), as autoridades alertam para o risco mortal da sua passagem e também para a probabilidade de “inundações catastróficas”.

Não há, para já, registo de vítimas mortais nem de feridos graves, mas em Jacksonville foi preciso evacuar um hotel com 60 pessoas, incluindo crianças, depois de os ventos terem levado parte do telhado. C.C.S. e M.L.

LUSA/JIM LO SCALZO
Reuters/EDUARDO MUNOZ
LUSA/CRISTOBAL HERRERA
Reuters/EDUARDO MUNOZ
Reuters/EDUARDO MUNOZ
LUSA/ALEXANDER GERST/ESA/NASA HANDOUT
LUSA/CRISTOBAL HERRERA
Reuters/EDUARDO MUNOZ
Reuters/EDUARDO MUNOZ
Reuters/EDUARDO MUNOZ
Abrigos temporários na Carolina do Norte
Abrigos temporários na Carolina do Norte Reuters/Eduardo Munoz
Reuters/HANDOUT
Reuters/RANDALL HILL
Reuters/RANDALL HILL
Reuters/EDUARDO MUNOZ
Reuters/JONATHAN DRAKE
Reuters/EDUARDO MUNOZ
LUSA/CRISTOBAL HERRERA
A preparação dos abrigos
A preparação dos abrigos LUSA/US MARINE CORPS/LANCE CPL. ISAIAH GOMEZ HANDOUT
Reuters/CARLO ALLEGRI
Reuters/EDUARDO MUNOZ
Reuters/CARLO ALLEGRI