Fotografia

As “irmãs da erva” plantam cannabis e não procuram a salvação

Lucy Nicholson/ Reuters
Fotogaleria
Lucy Nicholson/ Reuters

Vestem todas o mesmo hábito mas dizem ser “anti-religião”. Vivem da venda de produtos à base de cannabis, que elas próprias produzem. A Irmã Kate é uma das fundadoras do grupo, ao qual gosta de chamar “Irmãs do Valley” ou mesmo "freiras da erva". A auto-ordenada irmã, que na verdade se chama Christine Meeusen e tem 58 anos, adoptou esta persona depois de ter participado num protesto do movimento Occupy Wall Street em 2001, vestida como uma freira católica. Na altura ficou conhecida como a Irmã Occupy.

 

Em 2014 fundou esta irmandade, localizada na cidade de Merced, no estado norte-americano da Califórnia. As mulheres que fazem parte do grupo dizem ter uma missão de contribuir para o bem-estar das pessoas e de dar poder às mulheres através dos seus produtos à base de cannabis. De vez em quando diz receber algumas chamadas telefónicas de ódio, mas acredita que a maior parte dos Católicos não as condena.

 

Não que isto seja algo que a preocupe. “Não somos uma religião”, explica a Irmã Kate, salientando que nenhuma delas pertence a qualquer ordem católica. “Procuramos aproximarmo-nos de práticas pré-cristãs.” No espaço que ocupam na Califórnia, as irmãs plantam e cuidam da sua cannabis.

 

A planta está, aliás, no centro da sua actividade, especificamente o cânhamo, uma variedade que apresenta níveis mais baixos de tetraidrocanabinol, a principal substância psicoactiva presente na cannabis. Com ela produzem bálsamos e pomadas.

 

“Uma Irmã entra para a irmandade através de uma relação comercial, ganhando um salário ou uma comissão”, explica a Irmã Kate. “Queremos crescer desta forma porque queremos libertar as mulheres, queremos que se tornem cada vez menos dependentes.” No ano de 2016 venderam produtos num total de 750 mil dólares, o melhor resultado desde que iniciaram esta actividade, em Janeiro de 2015.

 

No estado da Califórnia, onde este grupo se encontra, o uso da marijuana para fins recreativos foi legalizado em Novembro de 2016. As auto-denominadas freiras não estão muito preocupadas com o facto de administração de Donald Trump - sobretudo através do actual Procurador-geral dos EUA Jeff Sessions, desde há muito opositor à legalização da cannabis - representar um risco de retrocesso nestas medidas. “Aquilo que o Presidente Trump nos provocou foi incentivar-nos a mexermo-nos. A nossa resposta é o Canadá”, responde Kate. Já iniciaram as vendas online para o país vizinho e esperam iniciar um negócio no local dentro de dois meses. 

<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters
<B>Lucy Nicholson/ Reuters</b>
Lucy Nicholson/ Reuters