Autarca do PS cancela fogo-de-artifício em Beja devido aos três dias de luto nacional

A Câmara de Beja é presidida pelo socialista Paulo Arsénio. Anúncio é conhecido depois de o secretário-geral do PS ter criticado o Governo por adiar festividades.

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A decisão de cancelar o fogo de artifício visa respeitar o luto nacional Paulo Pimenta
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A Câmara de Beja, liderada pelo autarca do PS Paulo Arsénio, cancelou o espectáculo de fogo-de-artifício comemorativo do 25 de Abril, agendado para a meia-noite desta sexta-feira, devido ao luto nacional de três dias decretado pelo Governo pela morte do Papa Francisco. A decisão do autarca socialista é conhecida depois de o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, ter criticado o executivo de Luís Montenegro por ter adiado festividades.

Na sua página na rede social Facebook, o município de Beja explicou que, "em respeito à memória de um homem bom e de um profundo amigo de Portugal", decidiu anular o espectáculo de fogo-de-artifício "programado para os primeiros minutos da madrugada de 25 de Abril", mas manter "toda a restante programação".

Esta decisão, continuou a autarquia, vem na sequência dos três dias de luto nacional em memória do Papa Francisco, que morreu na segunda-feira, decretados em Portugal. "Os dias de luto nacional (24, 25 e 26 de Abril) coincidem com a realização de um conjunto de festividades alusivas ao 51.º aniversário da Revolução Portuguesa", lê-se na nota publicada.

Desta forma, o programa comemorativo em Beja arranca, na noite desta quinta-feira, na Praça da República, com a actuação do grupo GM Tributo "Xutos" (22h30).

Já na madrugada do dia 25, seguem-se actuações do grupo Quinta do Bill e da Banda Filarmónica da Capricho Bejense (00:15) e do DJ Teddy (01:45).

Actividades desportivas e culturais no Jardim Público de Beja - Gago Coutinho e Sacadura Cabral e os espectáculos musicais de Linhas Cruzadas (21h30), Mariza Liz (22h30) e do DJ Hallux Makenzo (meia-noite preenchem a programação do dia de sexta-feira, novamente na Praça da República.

O Governo decretou três dias de luto nacional pela morte do Papa entre dia 24 e 26 de Abril, coincidindo com as cerimónias fúnebres que se realizam, no sábado, no Vaticano.