Swiatek vai disputar quarta final de Roland Garros com estreante Paolini

A polaca derrotou a rival Coco Gauff pela 11.ª vez em 12 confrontos e regressa a final. É mais nova a fazê-lo nos últimos 34 anos.

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Iga Swiatek afastou Coco Gauff por 6-2, 6-4 Lisi Niesner / REUTERS
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Aos 23 anos, Iga Swiatek não pára de surpreender. A polaca é a mais nova desde 1990 a apurar-se para a final de Roland Garros pela quarta vez, após mais uma exibição de superioridade sobre a terra batida parisiense, desta vez, tendo como adversária Coco Gauff, que na próxima semana ocupará o segundo lugar do ranking, logo atrás da rival. Tal como em 11 dos 12 duelos anteriores, Gauff foi incapaz de encontrar pontos fracos na solidez mostrada por Swiatek, que traduziu o favoritismo nos parciais de 6-2, 6-4.

Gauff tentou ser bastante agressiva (27 winners contra 10 da polaca), mas a eficácia não acompanhou a sua vontade e depressa Swiatek foi assumindo o domínio do encontro. A pressão, os erros (39 contra 14) e a incapacidade de incomodar a adversária, levaram Gauff a perder o controlo emocional quando, a 2-1 do segundo set, se queixou de uma decisão de arbitragem.

“Foi o culminar de tudo o que estava a acontecer naquele momento”, admitiu Gauff que, no entanto, teve o mérito de transformar as lágrimas numa motivação extra e acabou por, finalmente, conseguir quebrar o serviço adversário. Só que Swiatek elevou o nível de jogo e devolveu o break de imediato, assumindo o controlo até fechar ao fim de 1h37m.

“No geral, a maioria das minhas pancadas funcionou, por isso estou muito orgulhosa”, afirmou Swiatek, vencedora nas três finais anteriores que disputou sobre a terra batida de Roland Garros (2020, 2022 e 2023). “Este piso torna o meu jogo melhor. Posso jogar mais pontos a defender porque é mais lento e, por outro lado, tenho mais tempo para atacar”, explicou a única jogadora a chegar às 34 vitórias em Roland Garros em somente 36 encontros.

Paolini em duas frentes

Swiatek vai chegar a sábado como apenas 14 jogos cedidos nas últimas quatro rondas — ou 52 ganhos dos 66 disputados desde que salvou um match-point frente a Naomi Osaka, na segunda eliminatória — e quando entrar no court Philippe-Chatrier será a favorita diante da estreante Jasmine Paolini, a terceira tenista da última década a disputar a sua primeira final do Grand Slam em Roland Garros depois de completar 28 anos — sucedendo a Anastasia Pavlyuchenkova (2021) e Lucie Safarova (2015).

A italiana, que chegou a Paris no 12.º posto do ranking, não acusou o momento inédito na carreira e venceu a teenager russa Mirra Andreeva (38.ª), por 6-3, 6-1. Apesar de nenhuma das tenistas ter estado alguma vez nesta fase de um major, os 11 anos de diferença entre ambas — trata-se da maior diferença entre dois semifinalistas de Roland Garros desde 1985— acabou por ser favorável a Paolini, que a cada um dos seis break-points (cinco dos quais no primeiro set) que salvou, foi minando a confiança de Andreeva, que cedeu de vez ao fim de 1h13m.

Paolini torna-se, assim, na terceira italiana a chegar à final de Roland Garros, imitando as compatriotas Francesca Schiavone (campeã em 2010 e finalista no ano seguinte) e Sara Errani (finalista em 2012). E será ao lado de Errani, que Paolini vai tentar igualmente o acesso à final de pares femininos.

Também na sexta-feira, passarão a ser conhecidos os finalistas masculinos. Primeiro terá lugar o aguardado duelo entre Jannik Sinner (2.º) e Carlos Alcaraz (3.ª), seguido da outra meia-final do quadro, a discutir entre Alexander Zverev (4.º) e Casper Ruud (7.º).

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