Anatomia da desinformação convencional: os protestos nas universidades americanas

Israel é o maior beneficiário de fundos dos EUA — só este ano foram aprovados 14 mil milhões acima dos habituais 4 mil milhões. O que acontece em Gaza é da responsabilidade do contribuinte americano.

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Uma preocupação atual é o putativo perigo das redes sociais para a propagação de desinformação. São frequentes os editoriais e artigos de opinião sobre os perigos da desinformação no X, TikTok, Facebook, Instagram, etc. Aliás, este é um receio recorrente sempre que há inovação tecnológica. Nos anos 90, um dos membros da minha comissão de doutoramento – John Dockery, da Defense Information Systems Agency dos EUA – já me ensinava sobre estratégias de guerra de informação para os chat rooms do inicio da Web. Mas, como é sabido nessa área, os casos de desinformação com maior repercussão são propagados pelos meios de comunicação convencionais. Não é preciso sequer ler as ideias de Chomsky sobre a fabricação de consenso para nos lembramos que jornais de referência, como o New York Times, foram a chave da propagação de mentiras sobre armas de destruição maciça que levaram à guerra do Iraque, ou mesmo na guerra atual em Gaza.

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