Atentados suicidas no Paquistão fazem mais de 50 mortos

Os atentados tiveram como alvo duas mesquitas nas províncias ocidentais do país, palco nos últimos meses de um ressurgimento de ataques de grupos islamistas.

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O Sudoeste do Paquistão está a ser palco de um ressurgimento de ataques islamistas Reuters/VIDEO OBTAINED BY REUTERS

Dois atentados bombistas suicidas destruíram duas mesquitas no Paquistão, esta sexta-feira, matando pelo menos 57 pessoas e ferindo dezenas de outras, no momento em que os crentes assinalavam o aniversário do profeta Maomé.

Nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pelas explosões, uma das quais terá deixado dezenas de pessoas soterradas pelos escombros.

O aumento dos ataques de grupos islamitas nas províncias ocidentais do Paquistão tem ensombrado os preparativos e a campanha eleitoral no período que antecede as eleições gerais marcadas para Janeiro de 2024, mas até agora os ataques tinham como alvo principal as forças de segurança.

A primeira explosão, em Mastung, na província do Baluchistão, no Sudoeste do país, matou pelo menos 52 pessoas, de acordo com as autoridades locais, e feriu outras 58, muitas delas gravemente.

“O bombista detonou-se junto a um veículo da polícia perto da mesquita de Madina, onde as pessoas se reuniam para uma procissão”, disse Munir Ahmed, oficial superior da polícia.

O ministro da Administração Interna do Paquistão, Sarfraz Bugti, referiu-se ao ataque como "um acto hediondo".

O segundo atentado, na província vizinha de Khyber Pakhtunkhwa, matou cinco pessoas numa mesquita, segundo as autoridades. De acordo com a emissora Geo News, o tecto ruiu, deixando cerca de 30 a 40 pessoas presas sob os escombros.

O ataque envolveu duas explosões, uma das quais no portão da mesquita e a outra no recinto, disse um funcionário.

Em Julho, mais de 40 pessoas foram mortas num ataque suicida na mesma província, também durante uma cerimónia religiosa.

“Felizmente, uma das explosões foi no portão, pelo que os fiéis puderam sair da mesquita. Em resultado, o número de vítimas é baixo”, disse o vice-comissário do distrito de Hangu, Fazal Akbar.

O Paquistão está a ser palco de um ressurgimento de ataques de grupos islamistas, que se seguiu ao fim de um cessar-fogo entre as tropas governamentais e os taliban paquistaneses, uma organização composta por vários grupos radicais. Segundo a Reuters, os taliban negaram qualquer responsabilidade pelo ataque desta sexta-feira.

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