Inquérito de Estimação: Associação Pêlos sem Dono

No nosso Inquérito de Estimação, damos palco a associações e grupos de ajuda de animais que o mundo deve conhecer. A Pêlos sem Dono recolhe, trata e acolhe gatos errantes na Maia.

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A Pêlos sem Dono surgiu em Outubro de 2020 Pêlos Sem Dono

O que começou quando um grupo de pessoas quis esterilizar uma colónia de 25 gatos numa freguesia do concelho da Maia, rapidamente se transformou no que viria a ser uma nova associação de protecção animal.

O primeiro passo foi mesmo conseguir verba para a esterilização. Patrícia Araújo, presidente da Pêlos sem Dono, ainda tentou criar parcerias com a autarquia da Maia, mas como não teve resposta, criou uma página no Facebook “para começar a recolher donativos de familiares, amigos e desconhecidos” e garantir o dinheiro necessário.

O grupo foi crescendo e, mesmo não tendo espaço físico para albergar os animais, Patrícia fundou, em Outubro de 2020, a associação. “Nenhum gato é entregue sem microchip, vacina, desparasitação e, se tiver mais de seis meses, esterilizado e com testes os FIV e FELV efectuados”, explica a presidente.

Neste momento, a Pêlos sem Dono conta com 40 sócios que contribuem com doações monetárias ou alimentação para os felinos. No entanto, é com o trabalho dos cinco voluntários e das famílias de acolhimento temporário que a associação continua a funcionar.

Um dos objectivos futuros é a construção de um gatil — razão pela qual avançaram com uma petição pública. Mas até conseguir concretizar esta ideia, a associação continua a tratar dos gatos que vão encontrando nas ruas da Maia. Vilela — um gato com uma doença rara que foi ajudado pela associação — é um dos 200 animais já adoptados.

Uma medida prioritária pelos direitos dos animais

Consideramos que a medida mais importante é que nenhum animal seja submetido a maus-tratos ou a actos cruéis, uma vez que merecem respeito e dignidade.

Um caso marcante

O Vilela, um gato de rua, muito doce mas com uma condição de saúde muito específica. Chegou com três anos e esteve connosco durante mais de seis meses. Sempre nos permitiu fazer todos os tratamentos, alguns dos quais muito desagradáveis, e foi, inclusive, submetido a TAC, ressonância e a cirurgia que, infelizmente, não o ajudaram.

O Vilela tem uma doença rara chamada atresia das coanas. Pensamos que seria impossível encontrar uma família que fizesse todos os dias duas nebulizações, desse medicação e levasse ao veterinário quando ficasse mais congestionado, mas afinal estávamos enganados. Uma família veio da Figueira da Foz para o adoptar mesmo sabendo de todas estas condicionantes.

Um conselho para quem quer adoptar um animal

Que pensem bem antes de tomarem uma decisão. O que vão fazer se o animal miar a noite toda, se adoecer, se precisar de comida especial? Será que quando a pessoa for de férias o vai levar? E se tiver de emigrar, quem tratará desse animal?

Adoptar um animal tem de ser encarado com muita responsabilidade. É importante que se perceba que são família e não um objecto descartável.

Um projecto que tem que ser conhecido

A Associação Causas de Caudas, especializada em CED [capturar, esterilizar, devolver], que nunca fica indiferente a gatos de rua que não sejam selvagens e tenham potencial de adopção. Trabalhamos em parceria e ajudamos sempre que possível a reencaminhar os gatos das colónias que são tratados para adopção.

Uma pessoa anónima que vale a pena conhecer

A nossa voluntária Sónia Silva que nos ajuda com capturas, visitas à clínica veterinária e em muitas ideias sem pedir nada em troca. Tem um papel bastante activo e importante na família da Pêlos.

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