Hilda Hilst, a eterna indagação da pornógrafa indomável

Pornógrafa, obscena, dura, a polémica escritora brasileira transformou a linguagem de modo a adequá-la ao instinto animal e ao divino.

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Hilda Hilst DR

“Sou alguém sobre quem as pessoas falam, mas meus livros não são lidos”, disse Hilda Hilst numa entrevista a Clélia Pisa e e Maryvonne Petorelli. Foi em 1977. Tinha então 37 anos e boa parte da sua obra ainda por escrever. Viveu quase mais 40 anos, mas o mito alimentado por essa falta de leitura — e de compreensão — do que escreveu, pela sua quase recusa em falar da sua literatura e por um comportamento social contrastante com as convenções fixou-a sobretudo com os atractivos de uma provocadora, mais do que como um dos escritores que mais arriscaram na literatura brasileira do século XX.

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