Palcos da semana

Vinte anos de Tiago Bettencourt, Cirque du Soleil de Crystal, bandas sonoras em concertos, Gisela João com big band e uma contagem decrescente em gargalhadas.

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O Cirque du Soleil regressa com Crystal, um espectáculo no gelo Olivier Brajon
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Tiago Bettencourt abre as comemorações dos 20 anos de carreira DR
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John Williams, um dos compositores homenageados pela Hollywood Symphony Orchestra Reuters
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Gisela João junta-se à Orquestra Jazz de Leiria Rodolfo Magalhães
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António Raminhos participa no 16.º Solrir DR

Crystal em patins

Circo combinado com música, teatro, dança e outras artes. Elegância, rigor e atenção ao detalhe. E a fantasia sempre aos comandos. A fórmula do Cirque du Soleil já foi aplicada a formigueiros, inspirações orientais, paradas festivas e milhentas criaturas fantásticas. Desta vez, manifesta-se em Crystal.

Dezenas de acrobatas, bailarinos, músicos, actores e atletas, oriundos de 11 países, deslizam em patins neste espectáculo em forma de “experiência de gelo revolucionária”. Na arena instala-se um “novo playground congelado onde, de forma veloz e fluida, desafiam (...) as leis da gravidade com acrobacias nunca antes vistas”, assegura a trupe. Tudo para contar a história de uma jovem que cai num mundo paralelo, onde tudo parece estar de pernas para o ar, mas onde há-de reencontrar a sua criatividade e identidade.

Bettencourt num ritual especial

Anos pandémicos à parte, está a tornar-se uma tradição natalícia ver Tiago Bettencourt tocar no centro do Coliseu dos Recreios. O ritual volta a cumprir-se com o mesmo formato 360º, mas renovado pela entrada em cena da Orquestra Clássica do Centro, vinda da Coimbra natal do cantautor.

Com ela (e com a sua banda), Bettencourt leva também ao Porto os novos arranjos para as suas canções, bem como a promessa de estrear uma acabada de compor. E assim abre um novo ciclo: a comemoração de 20 anos de carreira, contados desde os Esquissos dos Toranja.

Memórias do cinema

Há bandas sonoras capazes de nos transportar imediatamente para o imaginário de um filme ou de toda uma saga. Hans Zimmer e John Williams compuseram boa parte delas. Os dois mestres preenchem as partituras dos concertos que a Hollywood Symphony Orchestra traz a esta quadra, com A Melhor Música do Cinema.

Mas a orquestra europeia (não confundir com a homónima norte-americana) vem também tocar outras memórias: as da infância animada por personagens como Mickey, Mogli, Woody ou Mary Poppins, no espectáculo Walt Disney In Concert; e as de super-heróis como Batman, Homem-Aranha, Flash ou Super-Homem, em Marvel DC.

Gisela em jazz

Habituada a tocar com gente como Pedro Abrunhosa, Ana Bacalhau, Camané, Maria João, António Zambujo, Luísa Sobral ou Jorge Palma (como se pode ouvir no álbum Dez, lançado há um ano), a Orquestra Jazz de Leiria acolhe, este ano, Gisela João.

Ela própria não se inibe de deixar o talento transbordar para fora do fado. Muito menos é estranha à companhia de um grande agrupamento. Basta lembrar, por exemplo, Uma Noite de Natal (2018), em que enveredou pelo cancioneiro norte-americano com a Filarmonia das Beiras e um trio de jazz. Com o grupo leiriense, a voz de Aurora tem estado a ensaiar canções em arranjos originais para big band, feitos à medida da ocasião pelos músicos que a compõem.

Solrir é o melhor remédio

No Algarve, a contagem decrescente para o ano novo volta a ser Solrir. O festival chega à 16.ª edição com dois dias de comédia. O cartaz, que costuma ser 100% nacional, este ano deixa entrar piadas noutro tom.

Que se levante, então, o brasileiro Abdiás Melo. Tornou-se conhecido por cá quando foi entrevistado pela RTP, enquanto passageiro “preso” em voos cancelados, e vem capitalizar essa entrevista viral com o espectáculo Uma Aventura no Aeroporto de Lisboa. Actua a 1 de Janeiro, data em que Hugo Sousa também sobe ao palco. Antes, a 30 de Dezembro, o stand-up fica a cargo de António Raminhos, Luís Filipe Borges e Vasco Correia.

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