Cláudia Varejão filma as possibilidades de uma ilha

Com Lobo e Cão, a sua primeira longa de ficção, a cineasta portuense não perde a sua ligação ao documentário, mas descobre um outro espaço de liberdade e de expressão pessoal.

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Perto do final da conversa, Cláudia Varejão (Porto, 1980) reitera de maneira lapidar o seu olhar sobre a vida, sobre as pessoas: a “normalização da diversidade”. “Esse é o meu olhar sobre a vida e sobre as pessoas,” explica. “Nunca vejo as pessoas parecidas, nunca vi ninguém parecido”, falando de “um encanto permanente pelas pessoas, mesmo pelas figuras mais maléficas que estão muito distantes de mim”, com uma tranquilidade determinada que é marca registada dos seus aclamados documentários: No Escuro do Cinema Descalço os Sapatos (2016), Ama-san (2016) e Amor Fati (2020).

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