Em Zoo Story, a língua gestual portuguesa assume o primeiro plano

Paulo Pimenta
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O dramaturgo norte-americano Edward Albee escreveu o texto de Zoo Story para duas personagens (Peter e Jerry) que, apesar de falarem a mesma língua, estão impedidos de comunicar. Estão marcados por todas as experiências individuais que precedem o encontro e por virem de contextos tão diferentes que essa distância mina qualquer ponte de entendimento.

Esse ponto de partida ajudou os actores Tony Weaver e Marta Sales, que são surdos, a construir personagens que não lhes são estranhas para subir ao palco da peça Zoo Story, que se estreou a 6 de Outubro no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), em Lisboa. O próprio percurso dos intérpretes foi acompanhado pela dificuldade em compreender um mundo desenhado praticamente apenas para ouvintes. “É como se o Jerry e o Peter fossem um surdo e um ouvinte” a tentar comunicar, explica Marta Sales.

Com direcção de Marco Paiva, assistência de encenação de Barbara Pollastri, figurinos de José António Tenente e cenografia de F. Ribeiro, a criação que fica em exibição de quarta a domingo, até 23 de Outubro, é também a primeira peça interpretada integralmente em Língua Gestual Portuguesa do TNDM II, em vez de a relegar para um lugar de tradução. É uma tentativa de inverter o esforço de compreensão. 

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