A “normalização” do Chega é uma tarefa do Chega, não do PSD

A única interpretação possível é que Montenegro quis aparecer ao lado do Chega, para o “normalizar”.

Estando o Chega construído em cima da peculiar psicologia do seu chefe, é natural que nunca se tenha visto um partido anti-sistema tão fascinado com o sistema, tão ansioso com a obtenção de estatuto, tão empenhado em acordar com os partidos engravatados da situação novos “quadros de normalização” e “conjugação institucional”, como declarou esta semana aqui no PÚBLICO o deputado Ventura. Aparentemente, só essa obsessão em ser aceite no clube explica que o Chega se tenha querido entender com o PSD para eleger um vice-presidente da Assembleia da República, em vez de assumir a benesse que representaria para um partido deste tipo a rejeição sistemática dos seus candidatos.

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