A relação tensa entre o futebol e a liberdade de imprensa
Nas flash interviews, momentos de promoção do evento futebolístico, são condicionadas as perguntas dos jornalistas, que têm de trabalhar num contexto de privilégio, mas também de perversão. E este está longe de ser um problema português.
Alguém concebe que uma qualquer norma regulamentar escrita pelo Governo estipule o teor das perguntas que os jornalistas podem colocar a António Costa? Em tese, esta seria uma premissa inaceitável para a maioria dos cidadãos. Assim sendo, por que motivo o futebol tem um estatuto especial, prestando-se a um preceito regulamentar – e para muitos inconstitucional – que diz que a flash interview deve versar “exclusivamente sobre as ocorrências do jogo”?
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