Dêem-me uma sala e um gravador e dou-vos um mundo novo, disseram os Tall Dwarfs

Banda de culto neozelandesa, precursora do lo-fi, admirada por nomes tão diversos como os Yo La Tengo, Bill Callahan ou os Animal Collective, criou nos anos 1980 e 1990 um corpo de obra que é um verdadeiro tratado de invenção pop, de exploração rock, de subversão punk. A caixa Unravelled: 1981-2002 conta toda a história.

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Barbara Ward

Damn the beautiful people/ In the beautiful magazines/ Damn the totally symmetrical features/ Of the fabulous beauty queens// Thank Christ for the fat and the ugly/ Pulpy thighs, crooked noses and moles/ For the asymmetrical people/ Who will never be mistaken for dolls”. Para o diabo com a “beautiful people”, para o diabo não só com ela, mas com toda a ideia totalitária de beleza, com o arranjadinho, perfeito, asséptico, tudo tão belo e tão igual, tudo tão feio. Para o diabo com tudo isso, cantaram os Tall Dwarfs, puseram em prática os Tall Dwarfs desde os antípodas, Nova Zelândia, ao longo de duas décadas. Unravelled: 1981-2002 é a história deles em 55 canções. Gravadas na sala, corredores e demais divisões da casa de Chris Knox e de Alec Bathgate (com muito esporádicos saltos a estúdios profissionais), são um tratado de independência e exploração lo-fi magnificamente desconchavado e delirante, alimentado a tédio quotidiano, tiras de BD, cinema de terror, humor nonsense e um amor incondicional pelo poder evocativo dessas preciosidades chamadas canções.

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