Ninguém defende o património natural

Se até ao princípio deste mês a propaganda habitualmente associada aos fogos podia passar, depois da Estrela novas perguntas, e mais incómodas, se impõem.

O Governo promete avaliar a fundo o que está a acontecer com os fogos na floresta, quando o incêndio da serra da Estrela acabar. Já sabemos o que vai sair dessa avaliação: que neste Verão se conjugaram as piores condições para a deflagração dos fogos; que o Governo fez um esforço enorme; que o sistema de combate é hoje mais eficaz, como o comprova o facto de 90% dos fogos serem dominados até aos 90 minutos; que a taxa de reacendimentos se reduziu para menos de metade este ano. Haverá, no entanto, uma nódoa indelével a manchar este discurso: o que aconteceu na serra da Estrela. Como é possível que um parque natural à guarda do Estado ofereça as mesmas vulnerabilidades ao fogo que um pinhal abandonado ou um baldio com matos?

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