Tomem lá mais um artigo para denunciarem à ERC e à CIG

Para a ILGA, qualquer análise das questões relacionadas com as minorias, em especial da comunidade transgénero, tem de seguir um guião pré-definido, sem espaço para nuances, adversativas, hesitações ou perguntas.

Está encontrada a frase do ano. Reza assim: “Outros artigos, menos imediatos do ponto de vista do insulto, soam a discussões inofensivas, intelectuais e etéreas, mas chegam à maior parte das pessoas LGBTQIA+ que os leem como actos de bullying”. A frase é de Ana Aresta, presidente da ILGA Portugal, e vinha no Expresso da semana passada como justificação para a denúncia apresentada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e na Comissão para a Cidadania e para a Igualdade de Género (CIG) contra uma lista de crónicas consideradas “veículo de ódio, transfóbicas e homofóbicas”. Porque é que esta é a frase do ano? Porque nenhuma outra é tão representativa do Zeitgeist do mundo ocidental em 2022. Nenhuma capta tão bem este espírito autoritário que foi tomando conta do nosso tempo.

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