Adega de Sabrosa instala painéis solares antes da vindima para poupar

A Adega de Sabrosa está a instalar 104 painéis solares antes da vindima. Também está a reutilizar água, tudo para diminuir a factura de energia nesse período.

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O objectivo é poupar na factura energética, num período em que os consumos aumentam. Michael Wilson / Unsplash

A Adega Cooperativa de Sabrosa está a instalar 104 painéis solares antes da vindima, altura em que os consumos de energia aumentam, e está ainda a reutilizar água, medidas que visam diminuir a factura, avança fonte da cooperativa.

O Douro prepara a vindima, que deve começar entre o final de Agosto e o início de Setembro, e é, durante esse período, que a Adega de Sabrosa atinge picos de consumo de energia, devido ao uso contínuo da mais diversa maquinaria.

“Estamos, neste momento, a instalar 104 painéis solares, porque vamos entrar numa época de altos gastos, que é a vindima, em que temos as máquinas todas a funcionar dia e noite. O objectivo é minimizar o custo de energia”, afirma, à agência Lusa, Celeste Marques, enóloga da cooperativa do distrito de Vila Real. Esta medida, explicou, resulta de um acordo com a EDP.

Segundo a responsável, a adega quer também diminuir nos consumos de água, pelo que está a colocar sondas que ajudam a controlar, fazendo desligar a bomba antes de os tanques estarem cheios, e está ainda a instalar caudalímetros (medem o caudal das torneiras) para contabilizar os consumos em cada sector e saber exactamente onde a cooperativa está a gastar mais este bem, cada vez mais escasso, e como pode poupar.

Mais: as águas usadas para enxaguar um depósito, depois da lavagem com detergente e produto alcalino, estão a ser reutilizadas na lavagem do próximo depósito.

A palavra de ordem, segundo Celeste Marques, “é poupar” para evitar aumentos no preço dos vinhos. “O custo de vida está cada vez mais alto e o vinho não é um bem essencial. Queremos também economizar para podermos pagar melhor aos nossos sócios”, frisa.

A cooperativa tem cerca de 550 associados e 12 funcionários, um número de trabalhadores que é reforçado durante a vindima, e, no ano passado, produziu cerca de 2.500 pipas de vinho (550 litros cada).

A responsável aponta como maiores despesas da cooperativa a factura da energia e as matérias-primas, como as garrafas, caixas, rolhas ou produtos enológicos, cujo custo sofreu um “forte aumento” em 2022.

Perante as dificuldades sentidas este ano, na região fala-se de uma “bola de neve” devido ao aumento dos preços dos combustíveis, à crise energética, à guerra na Ucrânia e à falta de matéria-prima.

Na semana passada foi noticiado que o Governo se prepara para avançar com medidas obrigatórias de poupança de energia em edifícios residenciais, comércio, transportes e indústria. O plano deverá ser conhecido no final do mês e à semelhança do que já está previsto noutros países, em Portugal as medidas podem passar por alterações na climatização e iluminação em espaços comerciais e edifícios públicos.

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