Comunidade e acção, música que desafia fronteiras, eis a International Anthem

A editora de Chicago, casa de alguma da música mais desafiante da actualidade, está em destaque no Jazz em Agosto, com os Irreversible Entanglements de Moor Mother, a Exploding Star Orchestra de Rob Mazurek, Damon Locks, Nicole Mitchell, os Anteloper de Jaimie Branch. Reflecte e age no nosso presente conturbado, imagina futuros diferentes.

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“O momento inicial de toda a nossa realidade é o Big Bang. ‘Bang’ é um som, portanto, no início de tudo está o som”, diz Scott McNiece. “A música é uma forma de processar o presente, mas também de oferecer possibilidades ao futuro”, defende Damon Locks. “Perante a improvisação, diz-se muitas vezes ‘nunca ouvi nada assim’ ou, no meu caso, ‘nunca ouvi um trompete soar assim’. Mas não é apenas sobre o trompete, é abordar questões maiores, pensar diferente, imaginar outras possibilidades”, explica Jaimie Branch. “Todos procuramos futuros utópicos em vez de esperar simplesmente pelo jogo a seguir, percebe? Essa é a questão proeminente para as pessoas neste planeta. Caminhar em direcção à luz, tentar criar luz, criar as ideias que nos movam até lá”. As palavras são de Rob Mazurek. “Julgo que a maior parte das pessoas na editora têm esse sentido em si”, acrescenta.

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