Este não é (mais) um documentário de moda — é Olivier Rousteing em busca de uma mãe

“Quando os nossos pais não nos querem, para que é que estamos cá?”, pergunta o designer Olivier Rousteing, director criativo da Balmain e criança abandonada à nascença. Wonder Boy procura uma identidade e retrata de um homem rodeado de beleza e totalmente só. A realizadora Anissa Bonnefont fala ao Ípsilon.

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Olivier Rousteing, directeur artistique chez Balmain

Para quem gosta de moda ou do Instagram, o nome de Olivier Rousteing, ou pelo menos da casa parisiense Balmain, é sobejamente conhecido. A estreia televisiva de um documentário sobre este prodígio, que aos 25 anos se tornou num dos mais jovens directores criativos de uma maison de mode parisiense (antes dele, tão jovem só um tal de Yves Saint Laurent), não é porém uma continuação dessa história bem pública que vive o único homem negro e gay à frente de uma das maiores marcas de moda francesas. É uma sequela de outra espécie, um filme emotivo, feito por dois seres humanos palpáveis em que a moda e as fugazes Claudia Schiffer e Kim Kardashian são apenas peças de contraste. Este não é (mais) um documentário de moda. Olivier Rousteing está profusamente rodeado de beleza e profundamente só. Esta é a história de um homem que procura a sua mãe.

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