Teorias da conspiração e guerras culturais

Parte das designações que utilizamos hoje — até a de “luta de classes” — já têm pouca ligação com a realidade. Não é por acaso que hoje tanto se fala de conflitualidades de linguagem.

Na crista da onda. Hegemónicos. Radicalizados. Infiltrados nas empresas, universidades ou partidos de quase todas as tendências, adoptando o “marxismo cultural”, promovendo “guerras culturais” ou a “ideologia de género” nos seus aspectos feministas, LGTBQIA+, multiculturais, ateístas ou ambientalistas, colaborando na desordem do mundo livre e conseguindo inocular o vírus do “politicamente correcto” que carcome a sociedade. Em suma, esta tem sido a teoria da conspiração promovida durante os últimos anos pela extrema-direita. A surpresa é a progressiva aceitação da direita — e até de alguma esquerda — dessa narrativa.

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