O país ingovernável volta às urnas em Setembro

Draghi fica à frente de um governo de gestão até à ida às urnas. “Que prevaleça o interesse da Itália”, pede Mattarella a todos os partidos. Extrema-direita parte em vantagem.

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Mario Draghi enttregou a sua demissão ao Presidente Sergio Mattarella, que desta vez a aceitou EPA/QUIRINALE PRESS OFFICE/PAOLO GIANDOTTI HANDOUT

Os italianos já perderam a conta ao número de governos que não chegaram ao fim da legislatura desde a Segunda Guerra. Sabem que foi a maioria. Nos últimos anos, as crises têm começado assim que os votos são contados, com os partidos e as alianças à esquerda e à direita bloqueados face aos resultados e à ausência de vencedores claros ou capazes de governar. Numa altura em que as crises políticas pareciam quase só ser interrompidas por eleições, os últimos 17 meses, desde que Mário Draghi aceitou liderar um governo de unidade nacional, surgiram como um período de rara tranquilidade. Um intervalo que acaba de chegar ao fim com estrondo.

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