Em dois séculos, as ervilhas de Mendel continuam a dar a volta ao mundo

O legado de Gregor Mendel está em todos os laboratórios de genética, na investigação em saúde ou no aperfeiçoamento da agricultura. Duzentos anos depois do nascimento de Mendel, assinalados esta quarta-feira, o seu contributo para a ciência é fundamental em todo o mundo: tudo por causa das ervilhas.

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Mendel observou que as plantas da ervilha devem manter e transmitir um elemento (a que agora chamamos “genes") para que uma determinada característica seja herdada Javier Zayas/Getty

Se a mãe tem cabelo castanho e o pai tem cabelo ruivo, um filho deste casal dificilmente será ruivo. O exemplo é clássico nas aulas de ciências naturais e a sua explicação vem do século XIX, quando um abade checo, Gregor Mendel, descobriu a genética – sem o saber. Mendel observou que as plantas da ervilha devem manter e transmitir um elemento (a que agora chamamos “genes") para que uma determinada característica seja herdada. Por exemplo, para a cor das ervilhas, existiam dois elementos presentes, um para o amarelo e outro para o verde, mas há um que é mais prevalente que outro: o amarelo é um gene dominante e o verde recessivo.

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