“Só temos verdadeiramente mãos, mãos livres, quando as damos”

Mais do que com a solidão, José Tolentino Mendonça está preocupado com o isolamento e apela a que os mais jovens não sejam “analfabetos” nas relações. Tal como o Papa Francisco, o cardeal, poeta e teólogo coloca a sua esperança no presente.

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Tolentino de Mendonça na Pontifícia Universidade de Santa Cruz, em Roma, durante a sua intervenção sobre "Memória, Cultura e Fé" Ricardo Perna/Famí­lia Cristã

Depois de alguns anos, o PÚBLICO reencontra-se com José Tolentino Mendonça em Roma, em Março, altura em que lhe pede uma entrevista. O pedido é aceite pelo arquivista do Arquivo Apostólico do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, na Cúria Romana, mas adiado para o início de Junho, por ocasião de um encontro de formação para jornalistas portugueses promovido pelo Opus Dei, em Roma, no qual será orador. Entretanto, a organização do curso esclarece os participantes que o convite é para um “seminário de formação, que não foi pensado como um seminário de informação”. Por isso, “os oradores podem falar mais livremente e não têm o compromisso de prestar declarações ou entrevistas”. Nada do que ali ouçamos poderemos reproduzir, esclarece repetidamente Pedro Gil, do gabinete de comunicação da prelatura.

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