A nova exposição do Museu Nacional de Arte Antiga é uma viagem ao mundo dos jogos (e uma homenagem póstuma)

Não é só na escultura ou na porcelana que são notórias as misturas culturais produzidas após a chegada dos europeus ao Oriente, à luz do contacto com a sofisticação da China e do Japão. Sonho do já desaparecido historiador do museu (e xadrezista entusiástico) Dagoberto Markl, Jogos Cruzados mostra como essas misturas se repercutiram em salões e tabuleiros de latitudes e longitudes diversas.

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Xadrez do Médio Oriente em Basar (Índia), um óleo de Charles Gray, recorda a origem geográfica de um ritual que se tornou universal Paulo Alexandrino e Masayuki Kondo/cortesia Museu Nacional de Arte Antiga

Os estagiários costumavam ir ter com ele à biblioteca, onde tinha o seu gabinete. Era aí que, em voz baixa, disponível e sereno, Dagoberto Markl (1939-2010), historiador e investigador do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), ia procurando responder às suas perguntas, orientando-lhes as leituras, alimentando a curiosidade que lhes era natural e a vontade de saber mais, de pensar melhor.

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