FC Porto volta a ser o campeão dos campeões

Equipa portista conquista 24.º título de hóquei em patins ao bater o Benfica por 3-2 no jogo cinco da final.

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Gonçalo Alves marcou dois dos três golos do FC Porto na final LUSA/TIAGO PETINGA

O FC Porto conquistou nesta quarta-feira o seu 24.º título de campeão nacional de hóquei em patins, ao vencer o jogo cinco da final frente ao Benfica por 3-2 no Dragão Caixa. No jogo mais equilibrado desta final, a formação portista voltou a aproveitar o factor casa para decidir esta final a seu favor e recuperar o estatuto de campeão dos campeões no hóquei português – volta a ser a equipa com mais títulos de campeão, 24, mais um que o Benfica (23) e mais 15 que o Sporting (9), campeão na época passada.

Numa final em que as duas equipas foram sempre dominadoras nos jogos que disputaram em casa, o FC Porto, impulsionado por um público entusiasta e ruidoso, entrou praticamente a ganhar. Pouco mais de um minuto tinha decorrido quando Gonçalo Alves fez o 1-0 num remate de longe que desviou em Edu Lamas e enganou o guarda-redes Pedro Henriques. Uma entrada em grande para a formação orientada por Ricardo Ares garantir que não iria sofrer a sua primeira derrota caseira da época no último jogo.

Mas os “encarnados”, sem puderam contar com dois dos seus argentinos Carlos Nicólia (castigado) e Lucas Ordoñez (lesionado), reagiu à desvantagem quase de imediato. Aos 5’, o jovem espanhol Pol Manrubia concluiu uma excelente jogada individual com um remate cruzado indefensável para Xavi Malián e nivelava o marcador no Dragão Caixa.

Mas o ascendente do jogo continuava a ser do FC Porto, com mais presença ofensiva e a forçar muitas faltas ao Benfica. E foi a equipa da casa a recuperar a vantagem ainda na primeira parte, aos 17’. Telmo Pinto ganhou espaço na direita, cruzou na direcção de Carlo Di Benedetto e o francês, bem junto da baliza benfiquista, encostou para o 2-1. O Benfica voltou a equilibrar o jogo, mas o experiente Malián fechou bem a baliza portista e segurou a vantagem mínima até ao final dos primeiros 25 minutos.

E foi Malián quem voltou a fechar a baliza portista, já durante a segunda parte, aos 41’, quando Pablo Alvaréz avançou para cobrar o livre directo depois da décima falta portista cometida por Ezequiel Mena. O guarda-redes catalão manteve-se sereno com as fintas sucessivas do argentino do Benfica e deteve o remate.

Pouco depois de ter falhado o livre directo, Alvaréz redimiu-se com o golo que deu o empate aos 46’, libertando-se da marcação de Telmo Pinto para encostar para a baliza após excelente passe de Edu Lamas. A reacção portista não se fez esperar. O Benfica cometeu a sua décima falta do jogo e, na conversão do livre directo, Gonçalo Alves arrancou um remate forte e colocado que deixou Pedro Henriques sem reacção para o seu segundo golo do jogo. Não conseguiu repetir o feito a menos de três minutos do fim, em que Pedro Henriques defendeu o primeiro remate e a recarga de Alves em novo livre directo.

A vitória já não iria fugir ao FC Porto, que volta a ser campeão depois de um jejum de dois anos - em 2020 não houve campeão devido à pandemia e, em 2021, perdera a final frente ao Sporting. Quanto ao Benfica, vai continuar a ter como último título de campeão o de 2016.

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