Brasil: moção democrática de desconfiança?

Neste quadro sem lustro, não é de duvidar que, em outubro próximo, a abstenção, os votos brancos e nulos “vençam” o certame eleitoral (...) Terá tal moção popular o efeito de suscitar hipótese de convocação urgente de nova eleição com também novos candidatos?

“O sistema presidencial tem dado maus resultados e ainda dará péssimos.” A profecia (1896) do grande Gaspar Silveira Martins é de absoluta atualidade. Aliás, há, no ar do mundo ocidental, um certo desencanto com a política, trazendo nuvens de preocupação sobre o futuro da democracia. Objetivamente, as instituições democráticas não mais conseguem atender aos justos anseios de uma cidadania ativa e pulsante que, antes de solenidades e expressões rebuscadas, quer – e exige – melhores e efetivas entregas políticas.

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