Professores de História gabam conteúdo do exame, mas criticam a sua extensão

Associação de professores elogia “qualidade” dos itens propostos nos exames de História A e de História da Cultura e das Artes.

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O exame de História A realizou-se esta quarta-feira Rui Gaudencio

Os exames de História A e de História da Cultura e das Artes, realizados na quarta e segunda-feira, respectivamente, permitem “avaliar as competências específicas de maior complexidade do pensamento histórico”, o que é assinalado como “positivo” pela associação de professores da disciplina.

Mais concretamente, segundo o parecer enviado ao PÚBLICO pela pela Associação de Professores de História (APH), nos dois exames foi integrado um “item de comparação de perspectivas históricas/períodos artísticos” que possibilita a avaliação da construção de um texto: está “bem estruturado, integra a análise e interpretação de fontes/obras de arte, o cotejamento de fontes históricas com perspectivas diversas ou obras de arte de períodos artísticos diversos e a mobilização de conteúdos relevantes e pertinentes que revelem uma compreensão contextualizada.” São estas as competências de “maior complexidade” elencadas pela APH.

A associação também “assinala positivamente a qualidade dos itens” propostos, mas estranha que o tema Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade, poder e dinâmicas coloniais “não tenha sido alvo de qualquer questionamento”, uma vez que constava da informação sobre o exame divulgada antecipadamente pelo Instituto de Avaliação Educativa (Iave, responsável pela elaboração das provas e sua classificação).

À semelhança de anos anteriores, a APH critica a extensão da prova proposta aos alunos, nomeadamente no que respeita aos documentos que servem de textos de apoio: “Eram longos e densos, implicando um tempo demasiado longo de análise e de reflexão.”

Por outro lado, a associação volta a manifestar a sua discordância quanto à “reduzida cotação atribuída aos itens de composição, sejam estes de construção curta, restrita (18 pontos) ou extensa, em particular o de desenvolvimento (20 pontos), pela sua importância na avaliação do conhecimento histórico.” Considera também que a valoração atribuída aos itens de selecção (14 pontos) “é excessiva.” Nestes itens figuram as perguntas de escolha múltipla, que estavam em maioria entre as questões cujas respostas contam obrigatoriamente para a classificação final.

Os alunos que o PÚBLICO ouviu à saída da prova de História A consideraram o exame “acessível”. Para este exame do 12.º ano inscreveram-se 9979 mil alunos, dos quais compareceram 6436. Já para o exame de História e Cultura e das Artes do 11.º ano, realizado na segunda-feira, inscreveram-se 4365 alunos. Faltaram à prova 1129.

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