Cleo, Isabél e Nádia curam o passado para celebrar o futuro

Depois de Aurora Negra, Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema acrescentam um novo capítulo à sua trilogia com Cosmos. Desta sexta-feira a 3 de Julho, no Teatro Nacional D. Maria II, à boleia do afrofuturismo, reimaginam o passado para reclamar um outro futuro.

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"Cosmos" dá continuidade à reflexão que as três actrizes começaram a esboçar em "Aurora Negra" (2020) filipe ferreira
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“A Aurora termina com vozes de crianças, com sonhos e desejos, e isso foi um gatilho para podermos imaginar que outro mundo seria possível”, diz Nádia Yracema filipe ferreira
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Cura é uma palavra essencial para descodificar "Cosmos" filipe ferreira

Sankofa é um pássaro mitológico com origem na tribo Akan, cujas representações o mostram sempre com a cabeça virada para trás. E é assim que avança: de olhos postos no passado, nele recolhendo ensinamentos para o seu caminho presente e futuro. Sankofa é uma referência constante ao longo de Cosmos, o segundo espectáculo de uma trilogia que Cleo Diára, Isabél Zuaa e Nádia Yracema apresentam no Teatro Nacional D. Maria II, desta quinta-feira a 3 de Julho, numa revisitação de acontecimentos e pistas passados para projectar um outro futuro, uma História alternativa, uma celebração do dia da grande batalha do Porto de Luanda – o dia em que, de acordo com esta narrativa, o primeiro navio de escravos negros foi impedido de cruzar os mares, alterando para sempre o mundo em que vivemos.

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