Max Graham anda a “promover os vinhos e a comida portugueses” em Londres

Nasceu em Portugal numa família de tradições vínicas e em Londres encontrou nova forma de as exprimir. Max Graham abriu o Bar Douro, que é também restaurante, e está em contagem decrescente para o Festa, uma celebração da cultura de Portugal na capital inglesa - à mesa, sim, mas também na música e arte.

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Max Graham com Sarah Ahmed, "grande amiga e especialista em vinhos portugueses" Milo Brown

É das primeiras coisas que nos diz ao telefone, desde Londres, em português perfeito (e entre risos): “Sou um ‘bife’ do Norte.” O português poderá fugir-lhe de vez em quando na conversa - afinal, já leva muitos anos em Inglaterra, o país de origem da sua família, que, como boa família inglesa em Portugal, nunca verdadeiramente o abandonou. Mesmo que esteja radicada em Portugal há dois séculos: o sobrenome não engana e Max Graham pertence à mais recente geração da família de produtores do vinho do Porto Graham’s. A Graham’s foi vendida pelo seu avô, conta, porém, o vinho continua a fluir na família - o seu pai, John Graham, haveria de fundar, em 1981, a Churchill’s, a primeira casa de vinho do Porto nova a surgir em 50 anos. “O meu pai estudou em Inglaterra e voltou para Portugal”, conta, “trabalhou na Cockburn’s e na Taylor’s até fundar a nova empresa que tem o nome de família da minha mãe”. A empresa continua na família, mas Max, 35 anos, não está envolvido no seu dia-a-dia. Não escapou, no entanto, aos vinhos; nem a Portugal. Em Londres, chamou a si uma missão, “promover os vinhos e a comida portuguesa” - fá-lo desde o Bar Douro.

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