Museus e democracia (ou falta dela) na Europa liberal-populista

Um padrão de casos de interferência primária da política na governança dos museus assola a Europa central. Será um erro trágico se fizermos “vista grossa” a este e outros sinais de refluxo do Estado de direito dentro da própria União Europeia.

Continuam a fazer-se sentir as ondas de choque do relatório elaborado pelo Projecto de Observação da Gestão e Governança dos Museus, promovido conjuntamente pelo Comité do ICOM sobre Gestão de Museus (INTERCOM) e pelo Comité Internacional para os Museus de Arte Moderna (CIMAM), afiliado do ICOM. Baseado na observação de terreno e em testemunhos, este relatório não se limita a descrever a realidade existente nos países do chamado Grupo de Visegrado e de outros no Sudeste da Europa. Faz também sugestões práticas de como a modificar, nomeadamente ao nível do envolvimento social nos museus, através de conselhos independentes.

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