Da vida dos extraterrestes modernos (e liberais)

De que mundo aqui se fala? Dos gabinetes de empresa que são como cápsulas espaciais, sem ligação a mais nada a não ser à sua própria entropia.

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Um Outro Mundo é, romanescamente, uma história de conversão
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Um Outro Mundo é, romanescamente, uma história de conversão
,Na guerra
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Um Outro Mundo é, romanescamente, uma história de conversão
,Stéphane Brizé
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Um Outro Mundo é, romanescamente, uma história de conversão

Um Outro Mundo, chama-se o novo filme de Stéphane Brizé, retomando um conhecido slogan da esquerda mundial dos últimos anos mas parando antes da sua conclusão — a parte em que se diz que esse “outro mundo” é “possível”. Um título “truncado”, portanto, que pode ser uma medida do pessimismo de Brizé (e é-o certamente), mas que também pode ser lido (sem quereremos perder demasiado tempo com jogos semânticos) de maneira mais descritiva: é “outro mundo”, quase outro planeta como nos filmes de ficção científica, aquele que o seu filme mostra, o mundo dos gabinetes e corredores da administração da delegação francesa de uma grande multinacional americana. Para o comum mortal, é como estar a ver e ouvir extra-terrestres, representantes efectivos de “um outro mundo” completamente desligado da realidade humana, palpável e conhecida. E esse é um dos temas do filme, provavelmente o seu tema central.

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