“Somos um Estado com uma grande miopia estratégica”

As promessas de “reforma de Estado” atravessam governos — sob diferentes estratégias — ora para emagrecer, ora para fortalecer os serviços do Estado. Há temas que se arrastam há décadas. Mais do que diagnósticos é preciso vontade política e mudar o ónus da discussão para a lógica do cidadão utilizador e não no prestador de serviços, apontam ex-governantes.

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Bagão Félix é conselheiro de Estado e integrou o grupo de trabalho que em 1993 desenhou um diagnóstico sobre a reforma administrativa do Estado Daniel Rocha
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Maria Manuel Leitão Marques é conhecida como a mãe do Simplex, um plano de simplificação da máquina do Estado Daniel Rocha
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João Bilhim foi presidente da CReSAP e coordenou o PRACE, um programa para reestruturar a administração central do Estado RUI GAUDENCIO

Vista por alguns como “um chavão”, a promessa de “reformar o Estado” atravessa governos de direita e de esquerda e tem assumido a forma de comissões, programas de reestruturação da Administração Central e “guiões”. Consoante a cor partidária, uma reforma pode passar pelo emagrecimento ou pelo aumento do tamanho do Estado. Ao longo das últimas décadas, os exemplos de sucesso e falhanço são transversais aos partidos do poder e revelam as resistências que existem no caminho de optimização dos serviços públicos do Estado.

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