Quem deu a ordem à PIDE para tapar os frescos de Júlio Pomar no Batalha?

Alexandre Pomar, filho do artista plástico, visitou os trabalhos de desocultação dos murais escondidos em 1948 pela censura, recentemente descobertos. Por desvendar ainda estão os documentos do regime, que o autor da obra acreditava que cairia após a II Guerra Mundial.

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Os frescos de Júlio Pomar censurados nos anos 1940 pensavam-se perdidos para sempre, mas recentemente foram descobertos nas paredes do Batalha. Nelson Garrido

Na semana passada desfez-se uma dúvida com várias décadas, quando foi anunciado que os frescos pintados por Júlio Pomar (1926-2018), censurados pelo Estado Novo, nunca foram destruídos e sempre estiveram nas paredes do Batalha, mas escondidos desde 1948 por baixo de sete camadas de tinta, aplicadas logo depois de o artista plástico ter saído da prisão de Caxias para terminar os murais ainda inacabados no dia da inauguração do cinema portuense, em Maio de 1947. Porém, há outra dúvida por desvendar: quem terá dado a ordem para a sua ocultação e o que é que consta desse mandato?

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