Neil Young sozinho com a multidão

Royce Hall 1971, Dorothy Chandler Pavillion 1971 e Citizen Kane Jr. Blues 1974, três concertos de Neil Young, três títulos mais na monumental documentação de carreira que vem fazendo desde meados dos anos 2000.

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Neil Young performs on stage at Hammersmith Odeon, London, March 28th 1976. (Photo by Erica Echenberg/Redferns) Erica Echenberg/Redferns

Neil Young estava petrificado. Queria muito subir a palco, selar a sua independência dos Buffalo Springfield, seguir novo rumo. Queria, mas duvidava daquilo que seria capaz. Achava a sua voz detestável e confessava ao novo manager, Elliot Roberts, que todas as suas canções eram deprimentes. Ainda assim, naquele dia de Maio de 1968 em que Roberts o convencera a abrir o concerto do já veterano da folk Dave Van Ronk num clube de Pasadena, na Califórnia, Neil Young estava entusiasmado com a ideia. E petrificado com a perspectiva de ser um falhanço. “Tocou uma série de novas canções e arrasou”, recordava o manager na biografia do músico, Shakey, de Jimmy McDonough. “Todos o adoraram. Se o tivessem apupado, a vida teria sido 100% diferente. Foi depois que a visão de Neil se tornou mais nítida, porque se convenceu que conseguia tocar o seu material melhor que qualquer outra pessoa — e que havia público para ele”. O caminho abria-se para Neil Young.

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