Seis personagens à procura de identidade

Após um primeiro momento de reflexão sobre a passagem do tempo, o Teatro Meio Volta alia-se agora a Virginia Woolf para levar ao Teatro da Politécnica As Ondas. Um espectáculo individual e colectivo, sem narrativas fechadas.

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Há coisa de um ano, querendo assinalar o 15º aniversário do Teatro Meia Volta e Depois à Esquerda Quando Eu Disser, os cinco artistas associados à companhia independente (Alfredo Martins, Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas, Luís Godinho e Sara Duarte) encomendaram a André Tecedeiro um texto que os colocasse tanto no lugar de celebração quanto no de questionamento sobre a passagem do tempo. E essa é uma porta que, uma vez aberta, não se volta a fechar com ligeireza. Usar datas mais redondas ou bicudas para enfrentar o passado e perspectivar o futuro tanto traz consigo a noção inevitável da sobrevivência, quanto a consciência das agruras, das dores de crescimento e das vitórias que os anos tendem a ocultar sob camadas de pó. Voltar a esses momentos implica estômagos fortes (e eventuais pastilhas antiacidez) e doses assinaláveis de desassombro.

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