Jogos teatrais com KO por exaustão

De 31 de Maio a 19 de Junho, o Teatro São Luiz acolhe Jogos de Obediência, espectáculo de Marta Carreiras que pensa a aceitação e a submissão diante de estruturas de poder. Sem grande margem para a insurgência.

bullying,teatro-municipal-sao-luiz,trabalho,teatro,culturaipsilon,precariedade,
Fotogaleria
"Jogos de Obediência": Sílvia Filipe, Madalena Almeida, Rosinda Costa, Rui M. Silva e Vítor d’Andrade estelle valente
bullying,teatro-municipal-sao-luiz,trabalho,teatro,culturaipsilon,precariedade,
Fotogaleria
Peça estará em cena no Teatro São Luiz até 19 de Junho estelle valente

Entramos numa sala de teatro que podia ser um pequeno ginásio usado para a prática de vários desportos. Mas esta sala de teatro, iniciada a ficção de Jogos de Obediência, é o espaço onde a Instituição (uma organização opaca, como sempre são) leva a cabo os seus estudos sobre obediência e desobediência em espécimes humanos. A anfitriã (Sílvia Filipe) explica tudo numa penada, começa pela importância das primeiras palavras que aprendemos em bebés, a forma como nãos e sins são apreendidos e postos em acção, a que junta mais um par de comentários para despachar as apresentações. Enquanto isso, atrás de si, os quatro jogadores (Madalena Almeida, Rosinda Costa, Rui M. Silva e Vítor d’Andrade), seleccionados de forma aleatória e ignorando qual o estudo para que foram convocados, aprontam-se para começar a competir numa série de jogos. Jogos com designações como “Os voos são regressos”, “Não vemos as coisas como são, mas como somos” ou “A mediocridade é o elefante na sala”.

Sugerir correcção
Comentar