Mortes em excesso em 2020: “Não conseguimos ir para lá dos números”, diz responsável da DGS

O responsável pela Direcção do Serviço de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde sublinha que os dados sobre as mortes por covid-19 têm uma margem de erro de 5%, “o que é excelente”.

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Pedro Pinto Leite é o responsável pela Direcção do Serviço de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde D.R.

É preciso investigar por que é que a mortalidade foi tão elevada no primeiro ano da pandemia, assume Pedro Pinto Leite, admitindo que não foi possível “ir para lá dos números” no relatório sobre “Mortalidade Geral e por Grandes Grupos de Causas” de 2020 que agora foi divulgado. O responsável pela Direcção do Serviço de Informação e Análise da DGS explica que são os médicos que preenchem os certificados de óbito e que estes são depois codificados por uma equipa que os filtra seguindo as regras da Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença é classificada como causa básica de morte quando se considera que deu início à cadeia de acontecimentos que conduziram ao óbito. No início da pandemia não era assim - consideravam-se todos os infectados por SARS-CoV-2 -, mas, depois de a Organização Mundial da Saúde ter definido as regras de classificação, a metodologia mudou. No final do ano, foram retirados óbitos que não seriam por covid e houve outros, que tinham escapado “ao radar”, que foram incluídos na lista, explica o médico de saúde pública.

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