A corrupção é o tema central numa Colômbia que vai a votos enraivecida

Depois de quatro anos em que o “uribismo” ruiu sob a gestão de Iván Duque, a depressão pandémica agravou ainda mais as desigualdades e a violência já não vive só do narcotráfico, a Colômbia vai a votos no próximo domingo com uma enorme fome de mudança. Mas o resultado é imprevisível, como explica o politólogo Daniel García-Peña.

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Gustavo Petro, o candidato da esquerda, é o favorito à vitória Reuters/LUISA GONZALEZ

A Colômbia está ao rubro com as eleições presidenciais do próximo domingo. Num país marcado a ferro e fogo pela violência, protagonizada tanto pela guerrilha como por grupos paramilitares; pelo narcotráfico e pela mineração ilegal; pelos assassinatos de líderes sociais e pela pobreza extrema onde crianças morrem de fome todas as semanas, há receios de fraude eleitoral, rumores de cancelamento das eleições e até de um golpe militar para evitar a vitória da esquerda. O candidato presidencial Gustavo Petro, que está à frente nas sondagens, está ameaçado de morte. Mas para o cientista político Daniel García-Peña, professor da Universidade Nacional e dirigente da ONG Planeta Paz, o que há é sobretudo uma profunda ânsia de mudança no país. E o resultado eleitoral pode ser uma enorme incógnita.

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