Estreia de Nuno Borges para recordar apesar da derrota

Alexander Zverev e Carlos Alcaraz sem problemas na eliminatória inaugural de Roland Garros.

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EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

Uma derrota na primeira eliminatória do Torneio de Roland Garros não impediu que Nuno Borges encerrasse uma das suas melhores semanas no circuito profissional. O tenista de 25 anos saiu de Paris orgulhoso por ter ultrapassado as três rondas do qualifying do maior torneio do mundo disputado em terra batida e por ter vencido um set ao cotado Karen Khachanov.

“Senti que tive as minhas hipóteses, embora não ache que tenha feito um encontro por aí além. Estava entusiasmado para jogar à melhor de cinco sets e um pouco à espera de tudo para este jogo, pronto para ganhar se tivesse essa oportunidade e sinto que, no primeiro set, se tivesse feito o break primeiro, talvez fosse diferente, mas estou satisfeito”, afirmou Borges após o duelo de duas horas e meia, ganho pelo russo, 26.º no ranking, por 6-3, 2-6, 6-4 e 6-4.

Apoio não faltou ao jogador português por parte dos adeptos presentes no court 14, mas as condições lentas, devido à extrema humidade, não facilitaram a tarefa de Borges, em especial no serviço. “Quando o campo está mais pesado, é melhor para eu me apoiar, mas a minha bola não anda tanto e ele teve mais força do que eu para fazer mossa e criar rupturas. Senti-me mais à rasca nos pontos, mas quando conseguia ser agressivo, estive muito bem e, durante uma boa parte do encontro, até tirei proveito disso”, explicou.

Borges, 126.º mundial, acedeu ao quadro principal por mérito próprio, após vencer três encontros da fase de qualificação, todos em três sets. “Ter passado o qualifying foi óptimo. Lutei muito, houve muitos altos e baixos, consegui vencer aqueles três encontros e saio daqui muito orgulhoso pelo trabalho que fiz”, frisou Borges, que irá regressar ao Challenger Tour, para disputar dois torneios em Lyon (terra batida) e Ilkley (relva), antes de ir competir em Wimbledon.

Para a segunda ronda seguiram igualmente os favoritos Alexander Zverev (3.º), que venceu Sebastian Ofner (216.º), por 6-2, 6-4 e 6-4, e o prodígio Carlos Alcaraz (6.º), que jogou pela primeira vez no enorme court Philippe Chatrier e derrotou Juan Ignacio Londero (141.º), por 6-4, 6-2 e 6-0

Entre os derrotados neste primeiro dia do evento, destaque para Dominic Thiem, finalista em Roland Garros em 2018 e 2019 e campeão do US Open em 2020. O austríaco ainda não conseguiu ganhar um encontro este ano, desde que regressou em Março, após uma lesão no pulso e somou a 11.ª derrota consecutiva frente a Hugo Dellien: 6-3, 6-2 e 6-4.

No torneio feminino, houve dois nomes sonantes eliminados. Ons Jabeur (6.ª), apontada como uma das favoritas depois de ter vencido em Madrid e sido finalista em Roma, foi derrotada na estreia pela polaca Magda Linette (56.ª). Apesar do mérito de Linette na vitória, por 3-6, 7-6 (7/4) e 7-5, a tunisina desiludiu quando no derradeiro jogo serviu a 40-0 e acabou por perder os cinco pontos seguintes e ceder o encontro.

E Garbiñe Muguruza, 10.ª no ranking mundial e campeã aqui em 2016, voltou a desiludir diante de Kaia Kanepi (46.ª), a mais velha no quadro feminino, com 36 anos, que venceu, por 2-6, 6-3 e 6-4. A tenista da Estónia é uma “tomba-gigantes” e somou a 19.ª vitória sobre uma cabeça de série nas três rondas iniciais de um torneio do Grand Slam. Entre as tenistas ainda em actividade, somente Serena Williams (29), Venus Williams (22) e Victoria Azarenka (21) contabilizam mais vitórias sobre adversárias do top 10 do que Kanepi (15).

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