Indústria automóvel pede máscara obrigatória depois de conflitos em fábricas

Casos de covid-19 deixam Autoeuropa em situação difícil. A SPM impôs a máscara e está num braço-de-ferro laboral. A Forvia também tentou, mas recuou depois de pareceres jurídicos negativos. A ACAP pede protecção do sector com regresso da máscara obrigatória.

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A administração e a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa tentaram sensibilizar os mais de 5000 trabalhadores a usarem a máscara de forma voluntária durante esta nova vaga de infecções EPA/MARIO CRUZ (Arquivo)

A indústria automóvel portuguesa está em alerta total por causa da covid-19. O absentismo nas principais fábricas, como as 19 do Parque Industrial Autoeuropa, em Palmela, é cada vez maior e as falhas estão a ser cobertas com trabalhadores temporários que também já começam a faltar. A associação patronal do sector, a ACAP, pede o regresso urgente da máscara obrigatória, uma medida que não só “ajudaria a minimizar riscos de contágio nas fábricas” como também evitaria mais conflitos laborais como aqueles que estalaram, nos últimos dias, em duas empresas que tentaram impor a máscara aos trabalhadores. Uma delas acabou por recuar, após pareceres negativos da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e do advogado de um sindicato.

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