Ossétia do Sul convoca referendo de adesão à Rússia para 17 de Julho

O anúncio foi feito pelo presidente da região separatista, referindo-se ao “desejo histórico” de reunificação.

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Anatoli Bibilov com Vladimir Putin em 2019 Reuters/POOL

As autoridades da região separatista georgiana da Ossétia do Sul agendaram para 17 de Julho a realização de um referendo sobre a adesão do território à Rússia.

O presidente da Ossétia do Sul, Anatoli Bibilov, afirmou esta sexta-feira que a decisão foi tomada de acordo com a Constituição da região separatista e guiado pelo “desejo histórico” de “reunificar-se” com a Rússia.

Num comunicado oficial, o governo da região referiu que no dia do referendo os eleitores terão de responder à pergunta “Apoia a unificação da República da Ossétia do Sul com a Rússia?”.

Bibilov terá tomado a sua última grande decisão política na presidência, agora que vai deixar o cargo para dar o seu lugar a Alan Gagloev, que ganhou as eleições disputadas há menos de uma semana. Gagloev já se tinha mostrado favorável à realização de um referendo de adesão desde que houvesse abertura de Moscovo para isso.

Já no final de Março, Bibilov se referira à vontade de tomar medidas legais num “futuro próximo” para iniciar um processo de adesão à Rússia, algo que definiu como um objectivo estratégico.

A pequena região da Ossétia do Sul, junto com a região da Abkházia, foram alvo de disputa entre a Rússia e Geórgia, que levou até a uma guerra breve em 2008. Ambas são consideradas pela maioria dos Estados como repúblicas autónomas de Tblissi.

Pequena região predominantemente agrícola de cerca de 80 mil habitantes, a Ossétia do Sul está muito integrada na Rússia: usa o rublo como moeda corrente, tem uma base militar russa no seu território e recebe uma boa parte do seu orçamento de Moscovo. No entanto, a Geórgia continua a considerá-la, tal como a Abhkázia, como territórios ocupados.

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