Santos Silva avisa que conselho de fiscalização das secretas “não é, nem pode ser, uma fonte de informação” dos partidos

Com as secretas a ganharem exposição mediática sobre a sua actuação no caso do cidadão russo de Setúbal, o presidente do Parlamento defendeu que os serviços de informação devem ser mantidos “à margem do que é a normal conflitualidade política ou institucional”.

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Santos Silva defendeu que se devem respeitar “as restrições de reserva, confidencialidade ou segredo” que a lei estabelece Daniel Rocha

Os diversos avisos pareciam dirigidos aos partidos que insistiram em ouvir o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) e também a secretária-geral das secretas no Parlamento sobre a actuação das secretas no caso do cidadão russo que recebeu refugiados ucranianos em Setúbal mas também para os novos membros do conselho. No discurso da tomada de posse do novo CFSIRP, Augusto Santos Silva vincou várias vezes que o conselho está sujeito a um “estrito dever de sigilo” e que não pode pronunciar-se sobre “informações em concreto sob pena de violar a lei” — durante o mandato e após este terminar.

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