Lilia Schwarcz: “No Brasil, a sensação é que ainda não demos o grito de ‘independência ou morte’”

Este é um ano carregado de efemérides para o Brasil. É também um ano de eleições. Quando passam 200 anos da independência de Portugal, que Brasil existe? Quais as perguntas que devem ser feitas para incomodar consciências nos dois lados do Atlântico? Aqui fala-se de trauma, de desigualdade, da procura do tal grito emancipatório. Com a historiadora Lilia Schwarcz fica um convite ao desconforto como modo de enfrentar o que aí vem para que não se fique pelo vazio da efeméride.

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Historiadora, antropóloga e professora, Lilia Schwarcz é autora de vários livros Edilson Dantas/Agência O Globo

O nome de Lilia Schwarcz tem sido um dos que mais se têm feito ouvir ao longo do Governo de Jair Bolsonaro. É uma voz da oposição, inquieta, inconformada, que usa as redes sociais para denunciar o que considera os abusos e os perigos à democracia de um Presidente democraticamente eleito. São ambiguidades de um sistema que tem de estar em permanente estado de construção, como defende nesta conversa a partir de São Paulo, onde vive, em simultâneo com o PÚBLICO e O Globo.

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