Procópio, o mítico bar de políticos, artistas e jornalistas, rejuvenesceu aos 50 anos

Esta quinta-feira celebra-se meio século de Procópio. Inaugurado em 1972, foi ponto de encontro de elites intelectuais e artísticas, lugar de conspirações e furos jornalísticos. E é, há 50 anos, extensão da casa de Alice Pinto Coelho. Superada a pandemia, a segunda geração aposta agora numa nova carta de cocktails com os olhos postos no futuro.

#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio. As três sócias, Alice Pinto-Coelho, fundadora, e as duas filhas, Sofia Pinto-Coelho e Maria João Pinto-Coelho  - 28 de Abril de 2022�
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O Procópio é hoje gerido por duas gerações: Alice Pinto Coelho, fundadora, e as duas filhas, Sofia e Maria João MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio - 28 de Abril de 2022�
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A cortina de contas que Maria João e Sofia ajudaram a criar e, atrás, as caricaturas feitas por António MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio. Nova bebida "Mary Jane" - 28 de Abril de 2022�
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A nova carta de cocktails procura responder às tendências e à vontade de viver experiências MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio - 28 de Abril de 2022�
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O Procópio abriu em 1972 pela mão de Luís e Alice Pinto Coelho MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio - 28 de Abril de 2022�
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Alice foi responsável por alguns pormenores da decoração, como a cor bordeaux e a iluminação MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio.  Alice Pinto-Coelho, fundadora - 28 de Abril de 2022�
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Alice Pinto Coelho, aos 84 anos MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio. Nova bebida "Alice" - 28 de Abril de 2022�
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O Mary Jane é um dos novos cocktails de autor, criados por José Barros MATILDE FIESCHI
#MVR Matilde Fieschi - Bar Procópio - 28 de Abril de 2022�
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A porta já não é a original, mas manteve o batente e a caixa de correio centenárias, assim como o pormenor da cor e da janela MATILDE FIESCHI

Foi uma inauguração triunfante. “O [Mário] Cesariny a tocar piano e o [José] Escada a dançar comigo por esse corredor fora até à porta”, recorda Alice Pinto Coelho, hoje com 84 anos. Ninguém se queria ir embora. “Havia ali uma tasca em frente e eu mandei vir bacalhau e febras de porco.” Lembra-se de vir “de preto” com um “penteado com caracóis”, num “arranjo Arte Nova”, para “condizer com a decoração” que, 50 anos depois, ainda marca a identidade de um dos bares mais míticos de Lisboa. Esta noite, a celebração de meio século de Procópio promete nova “multidão”. “É uma festa para as pessoas e, sobretudo, para homenagear a minha mãe”, sublinha Maria João Pinto Coelho.

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