Peugeot 308 SW mostra que há vida no mundo das carrinhas

Já foi a carroçaria mais desejada entre os portugueses, mas nos últimos anos perdeu terreno para os SUV. A Peugeot acredita, porém, que a 308 SW é um caso à parte.

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Peugeot 308 SW 2022 DR

Na Peugeot, há várias razões para celebrar o 308, depois de a berlina compacta familiar ter conquistado o troféu nacional de Carro do Ano ou o internacional Women’s World Car Of The Year (tanto no europeu como no carro mundial foi ultrapassado por apostas eléctricas, os “irmãos” Kia EV6 e o Hyundai Ioniq 5, respectivamente). Mas, agora, o lançamento da carrinha promete animar as vendas, já que, tradicionalmente, esta é a variante que revela maior volume. A Portugal, chega a partir de 27 mil euros.

Olhada de frente, nada a distingue da berlina, mas quando apreciada de perfil tudo muda: além de esticada, com 4636mm (mais 27cm), o que se reflecte no espaço interior (a distância entre eixos é de generosos 2732mm), a carrinha exibe traços desportivos. Já a traseira foi mexida de forma a lhe dar uma identidade única: apresentando uma projecção mais longa em 21cm, surge com um novo portão, uma diferente assinatura luminosa e inclui elementos para sublinhar a eficiência aerodinâmica (Cx de 0,277 e SCx de 0,618).

A mala, um aspecto sempre a ter em conta por quem opta por uma carrinha, surge com uma volumetria entre os 548 (nas motorizações PHEV) e os 608 litros (térmicas), sendo que o rebatimento dos bancos pode ser executado na útil proporção de 40/20/40. Com os assentos traseiros rebatidos, uma operação que é feita recorrendo a um sistema eléctrico, há entre 1547 e 1634 litros para ocupar.

No habitáculo, dá cartas o apurado i-Cockpit, que assenta num ecrã de 10'' de alta definição e personalizável e se une a um ecrã táctil central também de 10'', cuja lógica de funcionamento foi estudada para se assemelhar à de um smartphone. Já a ergonomia foi optimizada, com um redesenhado volante compacto. Além disso, os comandos foram arrumados de forma a serem fáceis de manusear pelo condutor, sendo que os controlos dinâmicos são disponibilizados na consola central, casos da caixa de velocidades e do selector de modos de condução (Electric, Hybrid, Eco, Normal e Sport, consoante a motorização).

No conforto, a Peugeot adoptou os bancos com certificação AGR que foram durante anos imagem de marca da Opel. Em opção, os assentos podem dispor de regulações eléctricas e até de um sistema pneumático de massagem multiprogramável e função de aquecimento.

Nas mecânicas, há um motor a gasolina, o 1.2 Puretech, que se apresenta nas derivações de 110cv (caixa manual de seis, desde 27.000€) e de 130cv (caixa manual de seis, por 27.800€, e automática de oito, a partir de 32.120€); um a gasóleo, o 1.5 BlueHDi, com 130 cv, que pode ser acoplado a uma transmissão manual de seis (desde 31.100€) ou a uma EAT8 (desde 35.400€); e duas propostas plug-in hybrid: de 180cv, com autonomia eléctrica para 72 quilómetros (desde 39.150€), e de 225cv, capaz de percorrer 69 quilómetros sem emissões e apenas disponível no nível de equipamento de topo GT (a partir de 46.200€).

No caso dos PHEV, o carregamento doméstico numa tomada de 8A demora sete horas e numa tomada reforçada de 16A, cerca de quatro horas. Numa wallbox, sendo o cabo um opcional, recupera a carga em 1h40. As baterias dos híbridos apresentam uma garantia de oito anos ou 160 mil quilómetros.

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