Yogan: uma queijaria portuguesa tradicional mas mais ecológica

Do consumo à produção, do passatempo à empresa: começou-se pelo iogurte vegano, tropeçou-se num mozarella vegano e nasceu a Yogan. Tem “meenteigas”, cremes, molhos, bebidas, mas o coração é todo de “qeijo”: o próximo grande desafio é fazer uma alternativa vegetal ao queijo Serra da Estrela.

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José Casimiro e Martinha Costa Adriano Miranda

É o Vegandelphia (“marca registada”, sublinham) com cebolinho que se está a preparar na Yogan quando ali chegamos: a mistura cremosa (cuja semelhança com o queijo de barrar Philadelphia não é pura coincidência) já está preparada, Yeline coloca-a nos frascos. Num canto do espaço está a amêndoa, do resto já não há vestígios visíveis, já tudo passou pelas Bimby que se alinham na bancada de alumínio. E o tudo foi o leite de amêndoa — ou bebida de amêndoa, feita com essas amêndoas, água e culturas de fermentação vegetais —, leite de coco, ágar-ágar, sumo de limão, cebolinho e sal marinho. A descrição estará nos frascos que vão para o mercado - com a nota de que tudo é “proveniente de agricultura biológica” e a ressalva de que é “sem lactose, soja, glúten e OGM (organismos geneticamente modificados)”. Bem visível é o carimbo “vegan” e este equivale a uma espécie de compromisso que é também uma missão - da parte dos consumidores e da parte dos produtores. Que, neste caso, como em tantos, se confundem - aliás, se sucedem: foi por Martinha Costa ser consumidora vegana que se tornou uma produtora vegana. Daí até à Yogan foi um salto ajudado pelas redes sociais e com a cumplicidade, agora permanente, do marido, José Casimiro, e agora o objectivo é claro: no futuro, querem estar mais próximos da queijaria portuguesa tradicional, mas vegana - ou seja, a mesma identidade “mas mais ecológica”.

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