A Cultura, 2022-2026

A visão socialista das políticas culturais é de centralização do poder do Estado e de dependência das benesses dos subsídios, tantas vezes ancorada em simpatias e afinidades. Isto tem de mudar.

A Cultura emprega, de acordos com dados do INE de 2019, mais de 130 mil portugueses, existindo 62 mil empresas neste domínio, com um volume total de negócios de 6,5 mil milhões de euros, com um peso total de 2%, sendo que o seu Valor Acrescentado Bruto corresponde a 2,4%, ambos em relação ao total da economia. Os museus e monumentos receberam, nesse ano, cerca de 20 milhões de visitantes, dos quais mais de 50% eram estrangeiros. 17 milhões de pessoas assistiram a eventos na área das artes do espetáculo e 15,5 milhões de pessoas foram ao cinema. O conjunto dos municípios portugueses dedicou 510 milhões de euros a este domínio. Por causa da situação pandémica, 2020, 2021 e 2022 são anos em que o domínio da Cultura foi fortemente afetado, tendo o Estado português, ao contrário de diversos Estados europeus, reagido lenta e timidamente às necessidades do sector, com danos relevantes na área produtiva e no emprego.

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